A dana e as novas perspectivas na vida do Caio

A dança e as novas perspectivas na vida do Caio

Confiança e incentivo transformaram a vida deste jovem. Hoje, ele deposita as mesmas esperanças na vida de seus alunos.

            Sabe quando falamos que a sua cooperação faz a diferença na vida das pessoas? Estamos falando de pessoas como o Caio Cesar Sousa. Aos 14 anos, ele começou a fazer aulas de dança em uma instituição de Orlândia, no interior de São Paulo, e passou por vários espaços, inclusive pelo Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça (IORM) – apoiado pela Ação Social Cooperada – e hoje, aos 31 anos, é professor de dança conceituado que inspira dezenas de crianças em Orlândia, Guaíra, Miguelópolis e Ipuã.

            O que ele precisou para alavancar sua vida foi o apoio que sempre reiteramos por aqui: seja através de uma instituição do terceiro setor ou através de pessoas que se sentem tocadas por uma causa. Acompanhe esta história e inspire-se!

Mão estendida

            O IORM atua há 13 anos no desenvolvimento de projetos nas áreas de Cultura, Educação, Assistência Social e Esportes, valorizando a integridade, a cultura e a evolução de seus assistidos, que somam mais de 5 mil crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

            Caio sempre se interessou por dança. Aos 14 anos começou a fazer aulas de dança de rua em uma instituição de Orlândia. Uma das professoras, a Valéria Pazeto, notou desenvoltura na movimentação e o convidou para ter aulas em uma academia particular, onde cursou balé clássico e jazz.

            Um ano depois, Caio passou a ser atendido pelo IORM, até então, chamada Expressão Colorado: “Eu continuei dançando jazz e balé, e me arrisquei também em aulas de teatro e música, já que as artes se interligam”.

De aluno a assistente e professor

         Aos 17 anos, a professora Valéria, já exercendo o cargo de diretora artística, o convidou para ser seu assistente de dança ou, como ela prefere chamar, seu braço direito: “E, através do instituto, pude fazer um curso técnico em Ribeirão Preto. Fiz 3 anos das modalidades de balé, jazz, sapateado e dança contemporânea”, lembra Caio.

         Assim que terminou o curso, o instituto o convidou a assumir as turmas iniciantes de jazz: “passei a dar aulas para crianças de 7 a 9 anos e, com o tempo e a experiência, assumi também as turmas do nível intermediário. Por dois anos, cuidei destes cursos na unidade de Miguelópolis. De manhã, fazia aula para exercer meus conhecimentos e, à tarde, dava aulas”.

            Tempos depois, o professor decidiu fazer uma pausa para ir em busca dos seus objetivos acadêmicos: formou-se em Educação Física e fez diversos cursos para dançar e voltar a dar aulas.

Possibilitar a mesma oportunidade que teve

            Atualmente, Caio continua dando aulas de dança no instituto, oferecendo o mesmo incentivo que recebeu quando era adolescente: “Sempre gostei de dançar e é uma graça poder experimentá-la diariamente e transmiti-la. Fico atento ao desempenho de cada um e, sempre que solicitam, indico meus alunos para serem assistentes”.

            Ser um atendido do Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça revolucionou a perspectiva de vida do Caio: “Eu não teria chegado onde estou se não tivesse tantas pessoas inspiradoras na minha vida. O Iorm foi primordial na construção de quem eu sou e eu o vejo transformando a vida das crianças desde o momento que elas chegam. O amor pela arte e pela educação, e o aprendizado do que o nosso corpo pode realizar, muda tudo”.

            O professor de dança já participou de competições, eventos e mostras de arte em nome do Iorm, chegando até a Barcelona, na Espanha.

            “Ter estas duas perspectivas de uma instituição do terceiro setor, como atendido e como professor, me mostrou como este trabalho é essencial para nossa vida em sociedade. Além de dançar, eu aprendi a conversar, a esperar, a construir. Me mostrou também como é possível viver da arte e me realizar através dela. Hoje eu posso dizer com orgulho que me sustento da dança e que posso possibilitar isso a outras pessoas. Minha mensagem final é: gratidão. Por quem apoia o terceiro setor e por quem investe na arte”.

            Nós, da Ação Social Cooperada, por meio da Credicitrus e da Coopercitrus; somos grandes incentivadores da arte e da cultura como fator essencial de evolução da sociedade. Já contamos exemplos como do projeto Perciclando e do Grupo Ato e, com o exemplo do Caio, que passou de garoto sem perspectivas para um bailarino inspirador; a continuar nesta corrente que faz a diferença na vida de milhares de pessoas. Nossos desafios são muitos e são constantes, mas muitas vezes são capazes de propor soluções para problemas maiores. Com base nisso, convidamos você, leitor, a incentivar, como o Caio, uma instituição da sua cidade e realizar um projeto. E estaremos com vocês nesta jornada. Nosso Programa de Parcerias 2019 segue com inscrições abertas até dia 28 de fevereiro para projetos Culturais e Assistenciais e, de 1 a 31 de março, para projetos de Geração de Renda e Energia, Desenvolvimento Sustentável e Ambiental. Some nesta causa!