A Parceria Ao Social Cooperada e Coperfam

A Parceria Ação Social Cooperada e Coperfam

Na edição de 2018 do Programa de Parcerias e Sustentabilidade (PPS) da Ação Social Cooperada, 97 instituições em 44 municípios dos estados de São Paulo e Minas Gerais receberam investimentos da Credicitrus e da Coopercitrus em projetos sociais em diversos segmentos como educação, geração de renda, assistencialismo, cultura bem como produção de energia.

Os investimentos feitos pela Credicitrus e pela Coopercitrus por meio da Ação Social Cooperada são provenientes dos  fundos de investimento social de ambas as cooperativas que têm o objetivo de atuarem paralelamente às suas atividades como instituições de fomento e apoio ao terceiro setor, com a finalidade de proporcionar de alguma forma de assistência às camadas mais carentes dos municípios em que a Credicitrus e a Coopercitrus estão instaladas..

Nesta edição do Programa, um fato inédito mostrou que a parceria é eficaz quando posta em ação. A Ação Social Cooperada, neste ano, contou com uma parceira especial para continuar fazendo a diferença: a Coperfam – Cooperativa de Produtores Rurais de Agricultura Familiar.

A Coperfam destinou uma parcela da receita obtida com a bonificação concedida pela certificação Fair Trade sobre a produção de suco de laranja para projetos do terceiro setor. Para isso, buscou a assessoria do Conselho Gestor da Ação Social Cooperada, que a auxiliou na seleção de entidades com reconhecida utilidade pública situadas em municípios nos quais seus cooperados têm propriedades.

Segundo Celso Marciano da Silva Filho, diretor de Administração da Coperfam, o interesse de apoiar projetos sociais por meio da Ação Social Cooperada deveu-se à confiança e suporte oferecido à Coperfam. “Há muito tempo temos a motivação de apoiar instituições, porém, não tínhamos corpo [de profissionais] para a realização de projetos com real impacto social. Foi quando pensamos na Ação Social Cooperada, pois temos confiança na Credicitrus e na Coopercitrus, tanto em seus trabalhos quanto em suas idoneidades e resolvemos nos oferecer como parceiros e está dando muito certo”, ele diz.

Nasceu assim a parceria possibilitando o atendimento a um número maior de entidades sociais através do apoio financeiro por meio da Ação Social Cooperada Credicitrus Coopercitrus. Ao somar os recursos da Coperfam aos investimentos da Credicitrus e Coopercitrus, juntos ampliaram o apoio a mais 9 projetos em instituições dos municípios de Araraquara, Barretos, Bebedouro, Olímpia e São José do Rio Preto.

 

A COPERFAM

A Coperfam – Cooperativa de Produtores Rurais de Agricultura Familiar, começou como uma iniciativa da Coopercitrus com o apoio do SEBRAE Regional de Barretos, SP, no ano de 2011.  A proposta era o desenvolvimento de um projeto que atendesse aos produtores de laranja, já que o segmento acumulava perdas econômicas com a crise do setor agrícola.

Denominada “Projeto de Citricultura do Norte Paulista”, a iniciativa contava com a participação dos sindicatos (FAESP) e Escritórios de Desenvolvimento Rural de Barretos e Jaboticabal, SP; por meio das casas de agricultura destes municípios e também pelo SENAR, responsável pela capacitação dos citricultores.

Com o convite feito aos produtores de laranja para que aderissem ao projeto, logo detectou-se que a maior parte do grupo era formada por pequenos produtores, o que resultou na iniciativa de constituir uma Cooperativa de Agricultores Familiar. E assim, em maio de 2012 surge a COPERFAM (Cooperativa de Produtores Rurais de Agricultura Familiar), que conta atualmente com mais de 136 associados nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Entre os produtos e serviços oferecidos pela Coperfam ao mercado e seus cooperados, o suco Coperfam apresenta um diferencial: é certificado com o selo Fair Trade, que contribui para o desenvolvimento sustentável ao proporcionar melhores condições de troca e a garantia dos direitos para produtores e trabalhadores à margem do mercado tradicional.

 

Instituições Beneficiadas

Em Araraquara, a Fundação Toque foi a contemplada com o investimento no projeto “Produção Inclusiva de Alimentos Saudáveis”.  O projeto solicitou a aquisição de uma picadeira de galhos e folhas motorizada para a produção de substrato para composição de adubo orgânico.  Este será utilizado para a produção de alimentos da instituição.  Utilizará recursos antes descartados  buscando sua auto sustentabilidade.

Em visita conjunta com o Celso e Mario Luiz Cezila Junior, Analista de Controle de Qualidade da cooperativa, fomos conhecer a fundação que trabalha atendendo 63 pessoas com deficiência intelectual e múltipla, oferecendo oficinas de aprendizagem funcional envolvendo pedagogos, educadores sociais e ambientais, técnicos de campo, professores de artesanato, dança, teatro, percussão, taekwondo, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. A finalidade desta instituição é promover autonomia, inclusão social e melhoria da qualidade de vida dos seus usuários desenvolvendo suas capacidades de tomar decisões sobre as suas vidas, a partir do respeito a suas limitações intelectuais, emocionais e físicas.

O projeto de alimentação da Fundação Toque funciona desde fevereiro de 2015 e faz parte do NEMA, o Núcleo Especial de Meio Ambiente, que trabalha com os atendimentos a educação ambiental, produção e consumo de alimentos saudáveis, estímulo ao consumo consciente e ao reaproveitamento e reciclagem de vários tipos de materiais. A produção de alimentos saudáveis é realizada em uma horta estilo Mandala que possui estufa de produção de mudas e composteira para sobras de frutas, legumes e jardinagem. O que é colhido é utilizado na alimentação, servida aos atendidos, distribuído às famílias que em  sua maioria está em situação de vulnerabilidade social sendo os excedentes postos à venda como forma de complementar a renda mensal da fundação.

Com a aquisição da picadeira, o número de substrato produzido pela instituição dobra, e consequentemente, o material orgânico colabora para que a produtividade dos alimentos também tenha aumento.

Em Bebedouro, os representantes da Coperfam visitaram os projetos da EMEB Maria Fernanda Lopes Piffer e do Educandário Santo Antônio para conhecerem o trabalho realizado pelas instituições.

A EMEB Maria Fernanda Lopes Piffer é uma escola pública municipal que atende mais de 140 alunos de 6 a 10 anos em tempo integral.  A escola é a única da região associada à PEA UNESCO, pois desenvolve em sua grade curricular projetos que têm o objetivo de melhorar a educação dos alunos, preparando-os para exercer a cidadania.  O projeto, “Horta Comunitária”, impacta a comunidade do entorno da escola e em todo o município bebedourense. (link da matéria)

Para a sequência do projeto, o objetivo era a aquisição de itens para otimizar o trabalho na horta e também o aumento da produção, portanto foram solicitados recursos para a compra de mudas, bombas de irrigação, uma chocadeira, maquinário, entre outros.

 

Já o Educandário Santo Antônio, fundado em 1958, atende 275 crianças e adolescentes de 4 a 14 anos em período integral, oferecendo aos atendidos uma proposta de dupla proteção através da promoção da interação entre educação e assistência social.

O projeto, feito em etapas, consiste na construção de um sistema de geração de energia através de uma usina fotovoltaica, que captura energia do sol e transforma em energia elétrica. O objetivo do projeto é criar sustentabilidade ambiental e econômica, colaborando para a redução de gastos mensais com energia elétrica, gerando-a a partir de um conceito de energia limpa e renovável.  

Em São José do Rio Preto, a Coperfam visitou o Instituto ALARME, que recebeu apoio da Ação Social Cooperada na primeira etapa do projeto “Programa Samaúma”.

O Instituto Alarme atende atualmente mais de 400 crianças e adolescentes de 6 a 14 anos que estão em situação de vulnerabilidade social, oferecendo educação regular, assim como suporte no contra turno escolar através de oficinas, alimentação, assistência psicológica, odontológica e social.

A primeira etapa do Programa Samaúma, denominada “Sobreviver e Evoluir”, consiste na aquisição de um galpão e equipamentos de compostagem, com o objetivo de realizar a compostagem de resíduos orgânicos de forma acelerada através de um sistema aeróbio, além da preparação do solo e plantio de uma agrofloresta experimental de 2.000m².

O Programa, pensado para ser desenvolvido a longo prazo, pretende desenvolver e ampliar os projetos da instituição seguindo etapas do ciclo de vida natural: o nascer, florescer, frutificar e conviver, sobreviver, evoluir e transcender. A instituição acredita que trabalhar atrelado aos aspectos naturais da vida possa auxiliar no desenvolvimento da instituição, da cidade, do país e de um mundo mais sustentável, onde é possível alcançar o equilíbrio entre o social, o ambiental, o econômico e transformar a lógica EGO em ECO, em um ambiente de diversidade e cooperação entre sociedade e o meio ambiente.

Sobre as visitas, Celso diz que “foi maravilhoso conhecer o trabalho sério e o comprometimento dos colaboradores das instituições para seus atendidos. [Ver] o amor que eles colocam em seu trabalho nos deu ainda mais ânimo para a parceria com a Ação Social Cooperada”, ele ressalta.

Perguntado sobre o que a Coperfam espera como resultado dos investimentos, Celso diz que “esperamos que elas [as instituições] se desenvolvam ainda mais neste espírito sustentável e se tornem cada vez mais autossuficientes em suas necessidades. ”

Fique ligado no blog da Ação Social Cooperada, em breve divulgaremos o resultado das visitas dos outros projetos apoiados pela Coperfam!