A tia Zez e a alfabetizao atravs do afeto

A tia Zezé e a alfabetização através do afeto

Há mais de 20 anos a professora é exemplo de trabalho voluntário do Educandário Sagrados Corações.  

            Por aqui contamos diversas histórias para confirmar o quão importante é o trabalho voluntário para as instituições, como o envolvimento do Celso e da Cristiane e da Maria Angélica no voluntariado em instituições apoiadas pela Credicitrus e pela Coopercitrus por meio da Ação Social Cooperada.

            Ser voluntário é disponibilizar suas habilidades e o seu tempo para auxiliar instituições que carecem de apoio para manter suas atividades. Um exemplo forte e com mais de 20 anos de atuação é o da tia Zezé, apelido carinhoso da professora Maria José Moni Junqueira, 71 anos, casada há 46 anos, mãe de 3 filhos e avó de 2 netos.

            A tia Zezé é voluntária no Educandário Sagrados Corações de Barretos, SP, e sua história foi marcada por um dos seus primeiros alunos da época em que lecionava em escolas estaduais. O nome deste aluno é Robson.

            “Ele era da Escola Estadual Professor Fausto Lex e morava na casa-abrigo do Educandário Sagrados Corações. Por vezes o via faltando às aulas, dormindo sobre a carteira e tirando notas baixas. Era praxe ligarmos para a família e para o educandário para saber o que estava acontecendo, e foi aí que me aproximei do trabalho realizado na instituição”, relembra.

            Assim que se aposentou, a professora passou a dar aulas complementares, no período da tarde, às crianças atendidas pelo Educandário. A principal matéria que a tia Zezé ministra é a alfabetização utilizando o conteúdo das apostilas dos próprios alunos e complementando com informações da tradicional Cartilha Caminho Suave.

Tia Zezé incentiva a criançada a se expressar através da escrita.

            “Hoje, alguns alunos já conseguem escrever redação e interpretar textos. É um trabalho minucioso, mas gratificante. No início, as crianças ficavam chateadas e achavam as aulas chatas, mas hoje as vejo motivadas a aprender cada vez mais”, orgulha-se.

            A professora já atuou no Brechique, o brechó da instituição e, eventualmente, ministra aulas de outras disciplinas, como Matemática. Ela elogia o trabalho realizado pelas Irmãs Franciscanas que garante às crianças estrutura para crescer e sonhar.

            “No Educandário, não lhes falta nada. E sou muito grata às irmãs por terem me acolhido e me dado liberdade para ensinar as crianças da forma como eu acredito. Se a gente escolheu ser voluntário, é porque temos vocação. O voluntariado é essencial na vida de todo o ser humano”.

            Encerramos o artigo refletindo sobre uma palavra: Essencial. O voluntariado, como podemos acompanhar, é benéfico, principalmente, para as instituições que só avançam quando seu propósito envolvem um bom número de colaboradores. Mas ele também é fundamental para nossa evolução pessoal, pois nos dá a oportunidade de vivenciar nossas habilidades sob outras perspectivas e com o objetivo de impactar positivamente na vida de várias pessoas. Por isso perguntamos a você, nosso leitor: Qual motivação falta para você se tornar um voluntário na instituição da sua cidade?