Adefipe e Oficina das Meninas confeccionando futuros

Adefipe e Oficina das Meninas confeccionando futuros

Exemplo de geração de renda, as instituições apostaram no ofício da costura para empoderar as famílias dos atendidos.

            Através da Associação de Combate ao Câncer de Marília, conversamos sobre os projetos de geração de renda que, muito mais que angariar recursos para a instituição, oportuniza que as pessoas direta ou indiretamente envolvidas com uma causa, consigam crescer profissionalmente. Depois de falar sobre confecção de alimentos artesanais, apresentamos duas instituições com propostas que geram renda através da costura: o Costurando Vidas, da Associação de Deficientes Físicos de Penápolis (Adefipe); e o Ateliê Sonho de Adélia, da Oficina das Meninas, de Araraquara.

            Ambas optaram por esta atividade por possibilitarem a socialização dos familiares com a instituição, retirando-os do isolamento. A costura é um método minucioso e que permite que o profissional expanda sua criatividade e confeccione peças únicas, das mais básicas para o dia a dia às mais rebuscadas para eventos e espetáculos.

Costurando vidas

            A Adefipe atua na comunidade de Penápolis desde 1989 e conta com mais de 300 associados envolvidos em atividades de assistência social, fisioterapia, aulas de arte e de violão individuais e coletivas, domiciliares ou na própria sede; com o objetivo de promover a autonomia dos seus atendidos com deficiência física, mental e auditiva e a integração com seus familiares.

            Com o apoio da Credicitrus e da Coopercitrus através da Ação Social Cooperada, a instituição comprou equipamentos e fez acontecer o projeto Costurando Vidas que possibilita trabalho a cerca de 30 famílias. A assistente social Nátaly Fabione Nigueira explica que a equipe pensou justamente neste ofício por conta da demanda na comunidade e porque, na maioria dos casos, os atendidos e suas famílias vêm de regiões de baixa renda e dedicam boa parte do dia no cuidado da pessoa com deficiência, portanto, muitos não possuem emprego formal.

            “Pensamos em um projeto que proporcione autonomia e uma nova realidade a estas famílias e que permita a socialização com o pessoal da instituição”. E a presidente Margarete Ferreira Jacob Maricato, completa: “Nosso objetivo é, de fato, mudar a vida destas pessoas, por isso, faremos o que for possível para melhorar a qualidade de vida deles através da renda”.

Ateliê Sonho de Adélia

            A proposta da Oficina das Meninas de Araraquara também surgiu da preocupação de oferecer uma fonte de renda estável às mães das atendidas. A diferença é que, a princípio, o ateliê de costura tinha como objetivo ensinar. Atualmente, a instituição cede o espaço para que as mães confeccionem os figurinos dos espetáculos de teatro e dança das atendidas.

            “Hoje estas mães são nossas prestadoras de serviço. Eventualmente pegamos encomendas, como uma remessa de bolsas para um congresso que foi realizado em Araraquara”, conta a coordenadora Ângela Cristina de Oliveira.

            A instituição, com 15 anos de atuação, atende 80 garotas em atividades de linguagem, teatro, dança, música, educação para valores, esporte lúdico e informática e, além de fazer a diferença na vida destas meninas, também vem mostrando novas possibilidades às mães.

            “Elas se envolvem com nossos projetos e têm seus vínculos fortalecidos entre si. Além disso, têm a possibilidade de um crescimento profissional constante e de colocar a criatividade em prova na criação de figurinos lindos”, enfatiza.

             Se você, instituição, está em dúvida sobre como começar seu 2019, aqui está um bom caminho para seguir: possibilite o crescimento social e profissional dos seu atendido e de quem convive diretamente com ele. Isso reafirma a missão das organizações do terceiro setor, de mudar a realidade da comunidade a partir de grupos socialmente desfavorecidos. Por esta perspectiva, sua instituição estará mudando estará contribuindo com muito mais futuros.

            E não se esqueça: até 28 de fevereiro, está aberto o período de solicitação de apoio para projetos nas áreas cultural e assistencial. Fique por dentro das regras e cadastre-se