As terapias na construo da independncia de pessoas com deficincia

As terapias na construção da independência de pessoas com deficiência

Cuidar da saúde perpassa por diversos caminhos. Conheça alguns deles e como são importantes para a autoestima dos atendidos de 2 instituições.

            Terapia diz respeito a todos os métodos que visam a recuperação. Ela pode ser física ou mental, pode envolver diversas técnicas, equipamentos e medicamentos, mas o objetivo é sempre o mesmo: construir a saúde e o bem-estar do indivíduo para que ele conquiste sua independência.

            A Credicitrus e a Coopercitrus, através da Ação Social Cooperada, têm por objetivo realizar projetos e sonhos de organizações do terceiro setor, com o objetivo final de alicerçar e alavancar pessoas. Os trabalhos que envolvem terapias representam apenas uma parcela do total de atividades realizados por uma instituição, mas acreditamos que, se não a principal, é uma das ações mais importantes para o desenvolvimento de cada atendido.

            Por isso, convidamos você, leitor, a conhecer algumas terapias realizadas em duas instituições. A partir de trabalhos individualizados, minuciosos e que envolvem até mesmo a família, estão fazendo a diferença na vida de dezenas de pessoas.

Falar, aprender, mastigar e mais!

            A Associação Renascer, apoiada pela Ação Social Cooperada; atua na cidade de São José do Rio Preto e região desde 1993 no atendimento de pessoas com deficiência intelectual e múltipla. São realizadas atividades que vão desde o desenvolvimento escolar e profissional do atendido até cuidados com a saúde.

            Ela é apoiada pela Ação Social no projeto de pintura e compra de equipamentos que vão beneficiar os mais de 350 atendidos e, abrangente como o projeto, é o trabalho realizado pela Renascer nos atendimentos fonoaudiológicos.

            Uma das fonoaudiólogas da instituição é a Ana Carla Masei Longhi, que é categórica ao falar que os atendimentos deste tipo de terapia são um dos mais completos.

            “Ela atua na fala, aprendizagem, escrita, memória, organização e na deglutição, por exemplo”; e pode ser prescrita já nos primeiros meses de vida da criança com deficiência: “é importante começar a estimulação desde cedo e mantê-la até a idade adulta. Assim que chega à Renascer, o atendido passa por uma triagem, detectamos quais as dificuldades e planejamos o acompanhamento, que vai desde atividades lúdicas e exercícios até massagens na face”.

            O resultado deste trabalho contínuo é o direcionamento na vida do atendido: “Fazer acompanhamento com fonoaudiólogo vai contribuir na evolução pessoal do atendido e vai refletir no convívio social dele. Sua autonomia e confiança florescem e o acompanham até mesmo fora da instituição”, finaliza Ana Carla.

Atenção biopsicossocial

            Na Fundação Toque de Araraquara, outra apoiada pela Ação Social Cooperada; a terapia ocupacional é a estrela. Através de três grupos compostos por pessoas com condições parecidas, a terapeuta Lívia Lucilla de Abreu realiza atividades que atuam em todos os aspectos: emocional, físico e coletivo.

            “O objetivo é estimular a autonomia, a interação social, o autoconhecimento e as habilidades de cada um. Por isso, classificamos a terapia ocupacional como um atendimento biopsicossocial. Porque engloba todos os tratamentos para construir a autoestima dos nossos atendidos”, explica Lívia.

            A terapeuta atenta-se na comunicação alternativa durante as atividades: “nos preocupamos em deixar que o atendido se expresse e se comunique da forma que ele consegue e o incentivamos a partir disso”. Dentre os métodos utilizados, Lívia pontua a estimulação sensorial, o reconhecimento das cores, letras e números; e, recentemente, noções de gerenciamento financeiro: “é uma ação que faz parte da rotina de todo mundo e achamos importante apresentar isso ao pessoal da fundação. Os atendidos passam a conhecer o dinheiro e a diferenciar as notas, por exemplo”.

            Com este trabalho contínuo, que também vai desde os bebês até os atendidos mais velhos, a instituição busca estruturar cada pessoa que passa por lá, para que ela siga sua vida com a confiança que não foi depositada por conta de quem ela é. Autoestima e respeito às demandas pessoais são indispensáveis na vida de todos e, para quem mais precisa, está sendo estimulada.

            “Ter independência, com certeza, proporciona uma felicidade maior a cada atendido. Além disso, mostra que sim, ele faz parte do mundo, da comunidade. Isso é importante e nos faz acreditar”, conclui a terapeuta.

            Com este sentimento de acreditar nas possibilidades, terminamos mais uma reflexão, já incentivando você, que faz parte de uma instituição ou que conheça alguém que faça; de inscrever um projeto de arrecadação de recursos em nosso Programa de Parcerias 2019. Se precisar de dicas para construir a sua proposta, clique aqui e aqui