Cristiane, Alexandre, Thiago e o carinho que os idosos precisam

Cristiane, Alexandre, Thiago e o carinho que os idosos precisam

Estes voluntários escolheram um grupo mais que especial para contribuir – e têm feito um trabalho incrível!

Uma das maiores certezas que temos na vida é que vamos envelhecer. Apesar desse fato, a terceira idade é um dos grupos que mais sofre com a exclusão, com a falta de carinho e de paciência com a nova – e muitas vezes limitada – realidade em que vive.

Na contramão dessa realidade não tão agradável, temos a honra de trabalhar com pessoas que fazem a diferença na vida das pessoas – as pessoas idosas. Hoje, convidamos você a conhecer as histórias de voluntariado da Cristiane, do Alexandre e do Thiago, que dedicam tempo, afeto e boas ideias para transformar a rotina de vovôs e vovós que vivem sob os cuidados de casas de acolhimento.

 O amor ao próximo

A Cristiane Batista de Sousa é gerente de negócios na Credicitrus de Catanduva, SP; e começou seu envolvimento com o voluntariado e os idosos em 2010.

“Fui convidada por um grupo de amigos a visitar um asilo e servir um café da manhã de Natal para os atendidos. Foi mágico! Ali eu percebi o quanto isso faz bem para nós e para eles, que recebem carinho e atenção em algumas horas dedicadas naquele dia. É como se eu tivesse descoberto naquele momento o verdadeiro sentido do Natal. Do amor ao próximo”, emociona-se.

Desde então, a Cristiane e os amigos se mobilizam para visitar os idosos em todos os Natais e também em algumas datas especiais do ano.

“Eu peço recursos nas redes sociais e para quem conheço, compramos o que precisamos, nos reunimos e fazemos a visita. A sensação é sempre maravilhosa. Todos deveriam experimentar ao menos uma vez na vida”, aconselha a voluntária.

Ela acredita que o voluntariado é muito importante para levantar o próximo: “Não custa quase nada e faz um bem enorme a quem recebe e a quem faz. Minha dica para quem quer começar é se juntar a quem já realiza trabalho voluntário. Se não fossem minhas amigas me chamarem, eu não teria começado sozinha. Depois dessa primeira experiência ficou mais fácil e hoje sou eu quem levo as pessoas que nunca foram comigo. Amanhã essas pessoas estarão tranquilas em levar novas pessoas com elas”.

Um inspira a outra e todos fazem a comunidade crescer! A premissa da Cristiane se encaixa na essência da Ação Social Cooperada, de possibilitar os caminhos e apoiar nos sonhos.

“A Ação Social é um trabalho de conscientização que precisa existir. Muitos projetos incríveis não sairiam do papel se não fosse essa iniciativa. É um belo trabalho em prol da comunidade”, enfatiza.

Por uma sociedade melhor

O Alexandre Leonardo Ivaldi é assistente de RH na Credicitrus de Bebedouro, SP; e começou seu envolvimento com o voluntariado por conta da faculdade de Psicologia. 
“Durante os estágios supervisionados tive a oportunidade de atuar na coordenação do grupo terapêutico com os idosos do Lar do Idoso Servas do Senhor e seus familiares. O objetivo era ajudar nas questões emergentes, no processo de integração da instituição, na perda da subjetividade e questões relacionadas ao luto”, conta.

Alexandre entende que as oportunidades não são as mesmas para todos e por isso, acha um dever de todos possibilitar chances de igualdade para os grupos menos favorecidos.

“Mesmo que minimamente, eu contribui para uma sociedade melhor. O trabalho voluntário é de extrema importância para a construção de uma sociedade com princípios cooperativistas. Atuar voluntariamente pode trazer para a comunidade a construção de redes de apoio e fortalecimento social”, afirma o voluntário, dando uma dica para quem está inseguro em começar: “Todos podem oferecer alguma contribuição, desde que estejam dispostos a ajudar. Quando se trata de voluntariado, sempre haverá espaço para aqueles que tiverem solidariedade. Além disso, aquele que se dispõe a ajudar o próximo, aprende e se desenvolve como pessoa, atribui senso de pertencimento e de propósito”.

Propósitos são o que nos movem e o propósito da Ação Social Cooperada é ser uma ferramenta ativa junto à comunidade: “Uma das formas mais expressivas em que a nossa cooperativa coloca em prática aos princípios cooperativistas é contribuindo para uma sociedade que oferece oportunidade de desenvolvimento econômico e social para todos”, finaliza Alexandre.

O senso de humanidade

O Thiago Oliveira Barbosa é caixa na Credicitrus de Uberaba, MG e conta que desde a adolescência tinha um olhar diferente para as causas sociais:

“Quando eu morava em Contagem, MG, eu ia muito à Biblioteca Municipal e, do lado, tinha uma igreja cuja escadaria sempre tinha muitos moradores de rua. Pegava meus trocados e comprava bolo de fubá com queijo, partia e sentava nessa escadaria com os moradores para comer”.

Quando voltou para o interior de Minas Gerais, o Thiago se sentiu meio deslocado, e um amigo o convidou para fazer parte de um grupo que distribuía sopa às pessoas mais carentes. Seu envolvimento com o voluntariado para a terceira idade começou nessa mesma época, quando ele começou a contribuir na limpeza do jardim de uma casa de acolhimento junto com um amigo.

“Eu ajudava todo o sábado. Nós cuidávamos do jardim e também da horta de plantas medicinais para fabricação de remédios naturais para os idosos e para doação à comunidade. É muito gratificante essa sensação de atuar na comunidade. Além do trabalho braçal que dignifica muita gente, nos sentimos abençoados por ajudar ao próximo. Eu ajudo até hoje esse meu amigo a cuidar do jardim sempre que posso”, afirma.

Thiago acredita que ser voluntário é se doar ao próximo: “é dar sua força e seu tempo para deixar a vida dos idosos mais bonita. Ajudar ao próximo é um dever de todos nós e, mesmo com as inseguranças, temos que arregaçar as mangas e trabalhar para que haja cuidado com nossos semelhantes.

Para Thiago, atitudes como dele e da Ação Social Cooperada são uma semente promissora – e que dará resultados incríveis: “A Ação Social leva oportunidades para quem precisa plantar essa semente, mas não sabe como começar”, finaliza.

Com essas palavras cheias de coragem, convidamos você a arregaçar as mangas com a gente e apoiar um projeto da sua comunidade da forma que você puder. Pode ser com um café da manhã carinhoso, como a Cristiane, na forma de um ombro amigo, como o Alexandre; ou dando esperança para os jardins de uma instituição. Esse jardim pode ser um repleto de roseiras, plantas medicinais e folhagens bonitas; ou pode ser um jardim mental, com uma terra pedindo para ser arada com boas ideias.

Da forma como for, apoie o voluntariado. Da forma como for, sua ajuda será transformadora tanto para o projeto, quando para si mesmo.

Até a próxima.