Instituies e famlias: por que  importante atuarem lado a lado?

Instituições e famílias: por que é importante atuarem lado a lado?

Não só indivíduos, mas também laços familiares precisam ser fortalecidos.

          Mais do que possibilitar a realização de projetos em instituições do terceiro setor, com objetivo de desenvolver o bem-estar e promover o desenvolvimento das comunidades, a Ação Social Cooperada tem como compromisso incentivar e fomentar a sustentabilidade a toda a sua rede de parceiros. Exemplo disso são as iniciativas voltadas a encorajar as instituições a serem cada vez mais independentes através de projetos voltados à sustentabilidade nas esferas econômicas, sociais e culturais, como já falamos aqui no blog.

         Como gostamos de pensar em novas possibilidades e compartilhar ideias (hiperlink), vamos ampliar ainda mais o conceito de sustentabilidade também para as famílias de quem é atendido pelas instituições apoiadas pela Ação Social Cooperada. Isso porque acreditamos que a família em suas diversas formas é uma extensão do indivíduo e também precisa de oportunidades.

            Por isso, fomos atrás de duas instituições com atuações bem diferentes, mas que se assemelham no desejo de oferecer cada vez mais estrutura para as famílias. Conheça o Instituto Os Sonhadores e o SAAF!

Mais entendimento gera laços mais fortes

            O Instituto Os Sonhadores, de Fernandópolis, oferece atendimento socioassistencial, com objetivo de promover a convivência e o fortalecimento de vínculos de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. É apoiado pela Ação Social Cooperada no projeto Bazar Permanente, uma das instituições condecoradas pelo Reconhecimento SustentaHabilidades.

            Atualmente, Os Sonhadores oferece a cerca de 80 pessoas, aulas, atividades de lazer, esporte e música, há 4 anos, incorporou o Encontro de Famílias, “para aproximar os pais e fortalecer os vínculos de todos”, de acordo com a coordenadora de projetos, Juliana Alves da Silva.

            “Realizamos esses encontros uma vez ao mês, à noite, e elegemos um tema diferente para envolver a todos. Nós acreditamos que a criança é um complemento da família. Tudo o que a família vive ou sente, é transmitido para a criança de alguma forma. Os encontros são para se emocionar, para sair leve, para se aproximar. Assim, a incidência de a criança se envolver com a marginalidade, é muito menor”.

            Maria Aroca, mãe do Alan, de 15 anos, não perde um encontro: “É um momento em que a gente tira dúvidas, debate e pensa em formas de ajudar na dificuldade dos filhos. Todos os temas são muito bons, mas eu gostei bastante da palestra sobre como entender melhor o jovem na fase da adolescência. Por esse encontro e pelo Alan participar dos Sonhadores há 5 anos, tenho visto ele cada vez mais comunicativo, independente e cada vez melhor no violoncelo. Ele entrou na orquestra esse ano”, orgulha-se a mãe.

            Daniela Cristina da Silva, mãe da Duda, de 20 anos; viu nos encontros a possibilidade de apoiar cada vez mais a sua filha.

            “Minha filha tem paralisia cerebral e a inclusão dela é tudo para mim. Tudo o que ela precisa, recorro aos Sonhadores e, nos encontros, passo a entender ela cada vez melhor através das convivências, das palestras com psicólogos e das conversas com os próprios pais. Um leva uma vivência que o outro não sabe e a gente vai crescendo junto” relata Daniela.

Instruir para possibilitar a independência

            Esta instituição tem a família logo no nome: O Serviço Social de Atendimento Familiar (SSAF) de Bebedouro, atende mais de 30 famílias, oferecendo serviços de assistência social, cestas básicas e cursos, o carro chefe da instituição. Ela é apoiada pela Ação Social Cooperada em um projeto para aquisição de equipamentos para a realização das oficinas.

            De acordo com a presidente, Rosa Maria Tolentino, 30 voluntárias se envolvem nas oficinas: “ensinamos diversas técnicas, muitas antigas, das nossas avós: crochê, bordado, crivo, vagonite e corte e costura. Em breve, vamos ter aulas de informática também”. Ela explica que a essência da instituição é justamente esta: oferecer estrutura, especialmente para as mulheres, para que as famílias alcancem a independência.

            A Jacira Nonino, 66 anos, conheceu o SSAF há 8 anos e se lembra das primeiras técnicas que aprendeu: “O SSAF foi muito importante na minha vida, porque o conheci quando eu e meu marido estávamos desempregados. Minha primeira professora foi a Miriam, que me ensinou o pet aplique. Depois fui para o bordado e peguei confiança para começar a fazer panos de prato e vender”.

            Com o tempo, a Jacira foi aprimorando suas técnicas e estruturando o próprio negócio. Ela conta que vende conjuntos de 12 panos de pratos para as amigas revenderem, “e também faço uma leva para o bazar que o SSAF realiza anualmente. Foi uma descoberta na minha vida e eu agradeço pelas professoras de lá por isso”.

            A família é um importante pilar da sociedade e, por meio destes exemplos, conhecemos a importância de também apoiar estes contextos, não só por meio das organizações do terceiro setor, mas também por atitudes nossas e diárias.

            E você, conhece uma instituição que poderia ter um projeto voltado para a família? Que tal sugerir a ela uma oportunidade!? Avise que estamos recebendo novas parceiras. Acesse nosso site e clique em CADASTRE-SE.