Marina e Tatiane: Doutoras do riso e exemplos de voluntariado

Marina e Tatiane: Doutoras do riso e exemplos de voluntariado

O sorriso pode mudar o dia de uma pessoa? A Marina e a Tatiane provam que sim.

Um riso de doer a barriga, um sorriso de “vai ficar tudo bem”, uma história ou um desabafo que pôde ser contado. O trabalho voluntário, embora carregue este título de trabalho, não precisa ser sempre sério ou habilidoso. Às vezes pode ser leve e muito engraçado.

E é dessa forma que nossas inspirações de hoje contam suas histórias com o trabalho voluntário. A Marina Bezerra, caixa na Credicitrus de Monte Azul Paulista; e a Tatiane Lemes, agente de atendimento na Credicitrus de Bebedouro; atuam como “doutoras do riso” nas horas vagas em seus respectivos grupos de voluntariado. Elas afirmam que esta missão é, por muitas vezes, desafiadora, mas sempre muito gratificante.

De cara limpa e coração aberto

A Marina, 32 anos, conta que observava, meio de longe, a atuação de um amigo de seu grupo de voluntários fazendo algumas visitas em instituições aos finais de semana, especialmente no Hospital São Judas, de Barretos. Um dia, ela decidiu tomar coragem e pediu para acompanhar uma dessas visitas. Depois disso, se apaixonou e acompanhou o grupo até ele virar uma ONG, a Terapia do Riso.

“É a melhor sensação do mundo! A primeira visita dá um medo de chorar ou de não conseguir levar numa boa a situação de algum paciente. Mas a gente chega lá com uma força, com uma vontade de fazer a diferença na vida daquela pessoa”.

Um detalhe que faz toda a diferença, na opinião da Marina, é o fato de os voluntários irem de cara limpa às visitas: “Usamos o jaleco branco, para fazer parte da equipe médica, e pintamos um coração no rosto – cada membro do grupo usa uma cor do arco-íris, para termos essa ligação. Acreditamos que não pintar todo o rosto humaniza a nossa figura e, assim, os pacientes conseguem nos ver e nós conseguimos enxergar a necessidade de cada um: seja uma oração, uma conversa, um pouco de atenção...”

A Ação Social Cooperada, iniciativa da Credicitrus e da Coopercitrus, tem como missão realizar o sonho de sustentabilidade de instituições sociais, promovendo a transformação na vida de milhares de pessoas. Embora nossa missão seja levar possibilidades, somos gratos por receber muita alegria de volta.  A Marina afirma que o trabalho voluntário funciona da mesma forma: “A gente leva alegria e traz aprendizado, gratidão. Nunca vou me esquecer de uma paciente que publicou uma foto nossa no Instagram dizendo: ‘Ganhei meu dia com esses lindos’. Quando li, fiquei muito feliz por saber que transformei a rotina daquele paciente, levando riso, bem estar e até diminuição da dor física, como apontam alguns estudos”.

Por amor e com amor

A Tatiane, 27 anos, tem uma história de quase 10 anos de trabalho voluntário e passou por várias frentes: “Tudo começou com o grupo Princípio Ativo, que atuava na casa acolhedora Vovô Antônio e no Hospital PIO XII, ambos em Barretos.

“E hoje, apesar de esporádicos, estou no grupo ImproRiso, que atua em Bebedouro, Taiúva, Candia, São José do Rio Preto, Pirangi e Catanduva. Vamos em escolas, creches, asilos, hospitais psiquiátricos, hospitais e igrejas”.

Como uma doutora da alegria, a Tatiane é conhecida como Tatinha, e o nome foi dado por uma criança: “A minha personagem chamava Dra. Tai. Um dia uma criança insistiu em criar um nome e queria me chamar de Patotinha. Dei uma adaptada e adotei o Dra. Tatinha”.

Assim como a Marina, a primeira vez na missão foi intensa: “confesso que estava totalmente amedrontada, insegura, ansiosa. Foi uma montanha-russa sentimental aquele dia e todos diziam: ‘Calma Tati, você vai ver que é algo mágico’. E foi! Nunca vou esquecer: pisei dentro do local e uma criança pulou em mim, agarrou no meu pescoço e gritava: “Palhaço, palhaço.” Ela literalmente encheu meu coração de alegria naquele momento e todo o sentimento de medo foi embora. O sentimento de hoje é de gratidão. Gratidão pelo privilégio de ajudar o próximo, servir e viver essa experiência. Quando sabemos que temos algo para contribuir, nos sentimos úteis, o que afeta nossa autoestima positivamente. E, embora o principal do voluntariado seja melhorar a vida de outras pessoas, ela acaba melhorando a nossa própria existência”.

Para Tatiane, o voluntariado é um ato de amor, respeito, compaixão, justiça e solidariedade. Por isso, a motivação em ajudar o próximo deve ser verdadeira, um compromisso a ser cumprido e honrado.

“Cada trabalho voluntário marca nossa vida de um jeito. Mas tenho uma história que está registrada no meu coração: Foi em Barretos, quando encontrei, alguns anos depois, uma das crianças com a qual eu brincava. Ele já estava em remissão de uma doença e só de passagem para os exames clínicos, e naquele dia fui abençoada em reencontra-lo. Meu coração parou por alguns minutinhos mas fui logo falar com ele, perguntei se lembrava de mim: ‘Lembra que brincávamos na motoca?’ Com um sorriso no rosto ele disse que sim. Fiquei extremamente feliz ao vê-lo, de novo e bem”.

Viu como o trabalho voluntário pode ter inúmeras formas? Mas há um fato: todos são muito importantes e têm um potencial gigante de transformar, se não o dia, a vida de muitas pessoas. Para te inspirar ainda mais, convidamos para conhecer a história da Verônica, da Karina, da Thaís e do Anderson, além das várias outras histórias que contamos aqui no blog.

Além disso, você pode transformar a vida de várias pessoas com uma atitude diferente: apresentando a Ação Social Cooperada para um amigo que trabalha em uma instituição social. Aproveite e apresente para ele o nosso site e a nossa seção cadastre-se para dar início a uma parceria promissora.