O guia do bom voluntariado: como comear?

O guia do bom voluntariado: como começar?

Amor ao próximo, parceira, comprometimento. Voluntários pontuam o que é essencial para abraçar uma causa.

            A Ação Social Cooperada consiste na união dos Fundos de Investimento Social da Creciditrus e da Coopercitrus em benefício de instituições do terceiro setor localizadas nos municípios de atuação das cooperativas. Em outras palavras, nosso objetivo é colaborar em conjunto para possibilitar o crescimento de organizações do terceiro setor.

            Da mesma forma funciona o trabalho voluntário. Ele consiste na atitude individual ou conjunta de oferecer tempo e habilidades para ajudar instituições em suas atividades rotineiras. De acordo com o IBGE, o trabalho voluntário foi realizado por mais de 7 milhões de pessoas em 2017, 840 mil a mais que no ano anterior.

            Enfatizamos em diversas oportunidades como o trabalho voluntário é importante. Exemplos como o da tia Zezé, do Celso e do Caio mostram como nossas habilidades podem ser úteis a favor das causas sociais.

            Os relatos disponibilizados aqui no blog servem para inspirar, mas, neste artigo, reunimos algo mais concreto: pedimos a alguns voluntários já entrevistados, dicas certeiras de como começar a abraçar uma causa.

Dois ingredientes

            Começamos com a Cristiane Aparecida Ribeiro, colaboradora da Coopercitrus. Sua vida em prol de uma instituição começou bem cedo, quando ela criança e acompanhava sua mãe nos trabalhos voluntários pela Vila Vicentina, em Bebedouro, SP. A instituição foi apoiada pela Ação Social para a expansão de alguns espaços de convivência, e a Cristiane pôde acompanhar o processo de perto.

            Com sua experiência, ela é concisa em seu conselho: “O que é necessário para ser tornar um voluntário? Disponibilidade e amor ao próximo. Um completa o outro e sem eles, não seria possível exercer o voluntariado”.

            Muitas pessoas não se envolvem com o trabalho voluntário por conta da disponibilidade – ou a falta dela. Sabemos que os dias andam cada vez mais corridos e nossas obrigações acabam tomando muito tempo; porém é importante para o nosso bem-estar realizar outras atividades além dos nossos deveres. Participar de um trabalho voluntário pode ser uma delas. Além de proporcionar novos aprendizados e novos usos para nossas habilidades, o voluntariado é capaz de despertar dentro de cada um de nós o amor. Este mesmo que a Cristiane citou acima.

Todos por um

            A Maria Angélica é voluntária da Associação Alda Miranda Matheus (AMMA) em Pirassununga, SP; e começou em 2014, logo após se aposentar. Ela é responsável pelos projetos ambientais da instituição e acompanhou a instalação de uma horta e do sistema de aquaponia, apoiados pela Ação Social Cooperada. 

            O conselho da Angélica vai de encontro àquela fala vinda da história dos Três Mosqueteiros: Um por todos, todos por um.

            “Minha dica para se tornar um voluntário: Tenha parceiros. Tudo o que somos capazes de construir torna-se ainda mais possível quando contamos com diversas mentes e mãos trabalhando em conjunto”.

            Atuar de forma colaborativa já é uma realidade nas organizações do terceiro setor, mas é uma característica que deve ser frequentemente exercitada e expandida. Uma boa forma de fazer acontecer é chamar um amigo, familiar ou vizinho para começar a atuar em uma organização.  Legal, não é?

Acreditar

            Nossa terceira dica vem da Lígia Bovolenta, voluntária no Instituto de Incentivo à Criança e ao Adolescente (ICA) de Mogi Mirim, SP; cujo projeto apoiado pela Ação Social é a instalação de um sistema para produção de energia fotovoltaica.

            Lígia trabalha como assistente de administração em Campinas, SP; e atua como voluntária através do Centro de Voluntariado de Mogi Mirim, já tendo atuado como psicóloga em algumas instituições e também na realização de eventos em prol delas.

            A voluntária enfatiza na necessidade de se ter convicção no que você faz. “É preciso ter comprometimento, porque você assume um compromisso importante e que não deve ser abandonado. Acredite no trabalho da instituição e na sua colaboração para o projeto”, enfatiza.

            Pessoas precisam da ajuda de outras. Por isso as organizações do terceiro setor existem. E para elas continuarem existindo é necessária a constante atuação de voluntários em suas mais diversas áreas de atuação. Se tornar um voluntário, portanto, é muito mais do que cumprir uma meta pessoal, é contribuir, de fato, para a transformação de vidas e de comunidades.

            Podemos considerar a Ação Social Cooperada como uma ótima oportunidade de exercer o voluntariado. A diferença é que nos organizamos.  Somos centenas de colaboradores refletidos em um mesmo rosto, um mesmo coração e um mesmo par de mãos que fazem a diferença. Seja assim ou de forma individual, a sua (e nossa) colaboração continua fazendo sentido na vida de milhares de pessoas.