Uma vida dedicada  incluso social e profissional dos deficientes visuais

Uma vida dedicada à inclusão social e profissional dos deficientes visuais

O Google Doodle (aquele desenho que ilustra a abertura da página de acesso ao Google) do dia 28 de maio foi dedicado a Dorina Nowill, que nessa data completaria 100 anos de idade. A homenagem se justifica plenamente, em razão do valioso trabalho social que realizou ao longo de sua vida.

Dorina Nowill ficou cega aos 17 anos em consequência de uma infecção ocular, mas isso não a impediu de seguir carreira na área da educação. Concluiu o curso de magistério e influenciou a tradicional escola estadual Caetano de Campos na cidade de São Paulo a implantar o primeiro curso de especialização de professores para o ensino de cegos, em uma época em que eram raríssimos os livros em Braille. Após formar-se, obteve uma bolsa de estudos para um curso de especialização em reabilitação de deficientes visuais na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

De volta ao Brasil, no final da década de 1940, constituiu a fundação que leva seu nome e passou a operar, desde sua criação, a primeira editora de grande porte para publicação em livros em Braille, que atendeu até o presente mais de 80% das necessidades do Ministério da Educação. Ela também atuou na regulamentação da educação para cegos. Como resultado de seus esforços, ganhou notoriedade mundial. Em 1979, foi eleita presidente do Conselho Mundial dos Cegos e, em 1981, Ano Internacional da Pessoa Deficiente, discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas como representante do Brasil.

Dorina Nowill foi casada com o advogado carioca Edward Hubert Alexander Nowill (1923-2013) que conheceu na Universidade de Columbia. Faleceu em 2010, em São Paulo, aos 91 anos de idade, depois de ter sido eleita, no ano anterior, pela revista Época, como um dos 100 brasileiros mais influentes.

Mais informações no site: www.fundacaodorina.org.br