Gilberto, Guilherme e Paulo: gestores durante a semana, inspiraes no tempo livre

Gilberto, Guilherme e Paulo: gestores durante a semana, inspirações no tempo livre

Além de seus cargos de liderança, os três personagens deste artigo mandam bem no trabalho voluntário.

         Às vezes, por insegurança, inventamos diversos motivos para não começar a colocar um sonho em prática, como abraçar um trabalho voluntário. Os motivos mais normais são a falta de tempo e até mesmo o cansaço. Embora estes argumentos sejam válidos muitas vezes, eles não deveriam nos impedir de atuar em algo que nos faça bem.

            Por isso, hoje nós, da Credicitrus e da Coopercitrus, através da Ação Social Cooperada, trazemos as histórias de três voluntários muito presentes em instituições sociais, mas que também são grandes líderes corporativos. Conheça o Gilberto, o Guilherme e o Paulo.

Dar mais sentido à vida das pessoas

            Gilberto Tadeu: 66 anos, casado com a Rosa Júlia, pai de 2 filhos e avô de 4 netos. De segunda a sexta-feira é gerente de unidade da Credicitrus de Viradouro, SP, e no tempo livre é voluntário – que se desdobra nas funções de peão de obra, ombro amigo, garantidor de habitação, saúde, qualidade de vida e muito mais! – No Abrigo de Viúvas da Maçonaria União e Trabalho, da qual é participante e presidente atualmente.

            Já começamos a entrevista fazendo a famosa pergunta: o que faz um bom voluntário?: “Tempo e boa vontade”. O tempo é a gente quem faz e a boa vontade nasce aqui dentro e vai crescendo e te levantando conforme a receptividade e o empenho”, diz, não segurando a emoção.

            Estes dois itens são essenciais não só em sua vida, mas também nos trabalhos realizados e na própria maçonaria. Tempo, porque a Maçonaria União e Trabalho existe há quase 100 anos e porque o Abrigo das Viúvas atua há mais de 50. Boa vontade, porque o Gilberto e os irmãos da loja maçônica fazem de tudo – tudo mesmo! – Para garantir o melhor às 10 viúvas atendidas atualmente pela instituição.

            “Sou voluntário desde 1994 e não conseguiria listar tudo o que realizamos: fornecemos cestas básicas, medicamentos, apoio à saúde, plano funerário... Também temos a nossa vila com 10 casinhas e de 4 cômodos cada, que cedemos às viúvas que mais precisam e arcamos com as despesas. No final das contas as atendidas só precisam de uma palavra amiga, de um carinho, um abraço. E estamos dispostos a oferecer isso a elas também”, enumera.  

De acolhido a acolhedor

            Guilherme Mateus, 26 anos, namora a Priscila e mora com os pais Paulo e Cleide. Durante a semana, é gerente de negócios de pessoas jurídicas na Credicitrus de Bebedouro. No seu tempo livre, também é voluntário, mas, diferente do Gilberto, sua história é na Artsol, instituição em que atua, vem desde quando ele era um adolescente – e um atendido.

            “Fui um assistido da Artsol quando tinha 15 anos e logo depois me tornei voluntário, monitor da sala de informática. Há 3 anos assumi a presidência. Posso dizer, com orgulho, que vi a Artsol crescer”, relata.

Guilherme faz parte da história do Artsol.

 

Além do número de atendidos e da estrutura, a Artsol, que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, cresceu em importância. Um dos motivos para isso ter acontecido, na perspectiva do Guilherme, é o engajamento.

            “Todo ser humano tem que ter um tempo para se dedicar ao outro. Isso faz a gente ser mais humano”. Falando nisso, perguntamos a ele qual o segredo do bom voluntariado: “Ser voluntário é ter vontade de agregar na vida do outro. Ajudar não é fácil, mas é essencial”.

            Ele relata o momento mais marcante da jornada dele enquanto voluntário: “é chegar na instituição sem hora marcada ou objetivo e ver as coisas acontecendo, as crianças em atividade. Isso não tem preço”.

Pequenos gestos, grandes possibilidades

            Paulo Procópio Pinto, 66 anos, casado, pai do Thiago, da Fernanda e da Ana Paula e avô da Clara e da Cecília. É gerente da Credicitrus de José Bonifácio e, quando não está visitando cooperados e empresas, é voluntário e diretor de Patrimônio na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) da sua cidade.

            “Tudo começou em 1993, quando o promotor público da cidade convidou os membros da Loja Maçônica para assumir a direção da instituição. Exerci o cargo de diretor financeiro até 1996, quando assumi a presidência. Fui reeleito para mais três mandatos e nos intervalos exerci cargos de diretoria”, relembra.

            O que é preciso para ser um bom voluntário? Para Paulo, “a pessoa precisa querer ser um bom voluntário e acreditar que o voluntariado é um gesto de amor; amor ao próximo. É o meio pelo qual podemos ajudar uns aos outros a construir uma sociedade melhor”.

O Paulo emociona-se ao falar da sua relação com a Apae.

            Além das decisões que tem que tomar, ele também faz questão de estar próximo de tudo o que acontece na rotina da instituição. Por estes e outros motivos, Paulo se sente realizado: “Acredito que todo trabalho exercido com prazer, garra e dedicação volta como sentimento de plenitude, fazendo a gente se sentir com o coração leve e a bagagem cheia de boas realizações”.

            Quando dedicamos uma parte do nosso tempo em benefício de quem precisa, uma comunidade mais justa e equilibrada surge. Paulo afirma que um mundo melhor demanda de pequenos e frequentes gestos: “solidariedade, compreensão, respeito, ternura, fraternidade, benevolência e doação devem fazer parte das nossas atitudes diárias. Acredito que todo o voluntário que se inspira na oportunidade de doar energia, tempo, talento, criatividade e experiência, recebe em troca, contato humano, convivência com pessoas diferentes e ainda ganha conhecimentos e a satisfação de ser útil”.

            O trabalho voluntário tem inúmeros benefícios – assim como a Tia Zezé, a Maria Angélica e o Celso provam. Mas o que ele não tem, é uma fórmula definida. Ele depende da nossa coragem e empenho, e isso pode vir das mais diversas maneiras.

            Sabemos que fazer o bem é não esperar nada em troca, e essa nem é a intenção através destes relatos. O que desejamos transmitir é como fazer o bem é importante, necessário e só depende de nós. Um mundo melhor se faz com a sensibilidade do Gilberto, com o carisma do Guilherme e com a seriedade do Paulo; mas também com atitudes firmes, como a da Ação Social Cooperada e de todos que a compõem. Vamos começar?