Centenário do fundador das Aldeias SOS

10/09/2019

Neste ano, uma das figuras mais notáveis da história das organizações do terceiro setor completaria 100 anos: Hermann Gmeiner, nascido na Áustria e que, depois de lutar na Segunda Guerra Mundial e testemunhar os horrores desse conflito, em que milhares de crianças perderam seus pais e ficaram sem lar, fundou em 1949 a primeira Aldeia SOS. Com isso, criou um modelo diferenciado de acolhimento infantil, baseado no seguinte raciocínio, que deixou publicado em um dos livros que escreveu: “O que crianças órfãs e abandonadas necessitam em primeiro lugar e acima de tudo é uma família – uma família na qual possam desenvolver-se normalmente”.

Cada Aldeia SOS é composta por várias casas, cada uma comandada por mães sociais, que cuidam das crianças residentes como se fossem seus próprios filhos, reproduzindo assim o ambiente de um lar tradicional. Adicionalmente, as aldeias contam com equipamentos de recreação e lazer e espaços de convivência. Com isso, as Aldeias contribuem com um ambiente saudável para a proteção e o desenvolvimento psicológico e social das crianças.

O modelo que criou, valeu a Hermann Gmeiner ter sido indicado numerosas vezes para receber o Prêmio Nobel da Paz e se multiplicou no mundo inteiro. Ele morreu em 1986, mas seu legado está presente em 138 países, em todos os continentes, com cerca de 600 aldeias, além de outros projetos de apoio ao desenvolvimento psicológico e social de crianças e jovens.

O comando mundial dessa imensa rede está instalado em Innsbruck, na Áustria, de onde emanam também as regras que norteiam não só o funcionamento das aldeias, mas também os programas de formação de profissionais para dar atendimento integral às crianças e aos jovens. No Brasil, a SOS atua há mais de 50 anos, com 187 projetos em 27 localidades. Mantém casas para residência fixa de crianças órfãs ou abandonadas cuidadas por mães sociais, além de atividades diárias oferecidas às comunidades por meio de ações de educação, esporte, lazer, geração de renda e empregabilidade, com foco na quebra do ciclo da pobreza e da violência.