Credicitrus e Coopercitrus apoiam 6 projetos em Ribeirão Preto

10/08/2018

Por meio da Ação Social Cooperada, cooperativas investem recursos em 6 instituições do município

Atuando com a finalidade de apoiar instituições que contribuem para a qualidade de vida das pessoas das comunidades onde estão presentes, a Ação Social Cooperada já apoiou, em 12 anos de atuação, cerca de 200 instituições de municípios do Estado de São Paulo e Minas Gerais. Em 2017, instituições do município de Ribeirão Preto receberam investimentos, somando um total de 6 projetos apoiados com investimento para suas execuções.

Em diversos segmentos de atuação, as instituições apoiadas pela Ação Social Cooperada desenvolvem projetos, atividades e utilizam de processos com premissas sustentáveis, na busca por oferecer bem-estar aos seus assistidos, honrando-os dentro de suas condições humanas e consequentemente trabalhando a sua inclusão social. Em Ribeirão Preto, as instituições que receberam apoios em 2017 foram a “Associação São Francisco de Assis Gewo-Haus”, a “Escola Experimental Casa das Mangueiras (Organização Vida Nova), a “Escola Sathya Sai”, a “Fraternidade Solidária São Francisco de Assis (Frasol)” e o núcleo assistencial e educacional da “Sonho Real”.

No segmento socioeducativo, a Ação Social Cooperada apoiou o projeto “Ciranda”, da Associação São Francisco de Assis Gewo-Haus, que consiste na otimização do atendimento socioeducativo oferecido aos seus 120 atendidos, que são crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Sendo assim, a aquisição dos recursos serviu para que a instituição cobrisse várias necessidades presentes em sua realidade.

Com a conquista dos recursos, a Gewo-Haus realizou um evento de capacitação para os seus educadores chamado “Tecendo Saberes”, que teve uma abrangência maior das questões sociais dos deficientes. Durante a execução da oficina, a partir da colaboração de especialistas, foram oferecidas informações necessárias, assim como foram sanadas dúvidas de demanda geral de todos os educadores.

Outra capacitação, mas desta vez para os atendidos, foi a oficina de Culinária, que se tornou um meio de ensinar as crianças sobre sustentabilidade. A partir do programa “5Rs”, que ensina as crianças como reduzir, reutilizar, reciclar, repensar e recusar, foi feito um estudo sobre o aproveitamento de resíduos para adubação orgânica e aproveitamento da gordura saturada para a produção de sabão. Além do ensinamento sobre o reuso, toda a comida produzida pelos alunos é vendida e revertida em renda para a instituição. Desta forma, a Gewo-Haus mobiliza os atendidos em torno de soluções criativas e sustentáveis. O projeto ainda contou com a aquisição de cadeiras e produtos para a sala de informática, aquisição de uniformes, itens para a oficina de marcenaria e a instalação de câmeras de segurança.

(Atendidos da Gewo Haus durante atividade)

Sobre a execução do projeto, a assistente social, Cláudia Granado, diz que o mesmo “foi repleto de realizações e conquistas”. Com o público que atende, Cláudia diz que “há um número significativo de usuários que requer uma atenção especial quanto à alfabetização e apresentam sérios problemas de escolaridade que influem negativamente em nossas atividades e dificulta a socialização, tornando-os agressivos e desinteressados a participar. Dessa forma, a articulação com a rede setorial, socioassistencial e familiar se faz extremamente necessária para que o trabalho [na instituição] seja realizado com eficácia”.

Ainda no segmento socioeducativo, foi apoiado o projeto “Desenvolvimento Integrado”, que recebeu suporte para a aquisição de insumos para as oficinas de culinária artesanal e de material pedagógico da Frasol – Fraternidade Solidária São Francisco de Assis. Além disso, com os recursos, a instituição fez melhorias no local com a aquisição de algumas unidades de ar-condicionado. O outro projeto é o “Meu Caminho, Meu Sonho”, da Sonho Real, que contou com o apoio da Ação Social Cooperada para o desenvolvimento de atividades de inserção social com os assistidos. Com pesar, informamos que a Sonho Real fechou as portas, finalizando seus serviços prestados à comunidade.

Arte e Cultura  

Na Casa das Mangueiras, o projeto apoiado é pertencente ao segmento cultural. A instituição atende, desde 1973, crianças e adolescentes de 6 a 15 anos em situação de vulnerabilidade em diversos aspectos, como violência e negligência, encaminhados por medidas protetivas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), entre outros. Atendendo a comunidade em torno do seu território, a instituição torna-se um espaço de convivência e aprendizado aos atendidos.

O “Arte e Cultura”, segundo projeto da instituição que foi apoiado pela Ação Social Cooperada, oferece como objetivo proporcionar experiências corporais através da dança e da arte circense, permitindo aos atendidos que vivenciem, criem, se expressem e brinquem com o próprio corpo.

(Atendidos da Casa das Mangueiras durante atividade)

A Maria de Lourdes Pereira, coordenadora operacional da Casa das Mangueiras, diz que os projetos apoiados até agora serviram como “instrumentos educacionais, que buscam desenvolver de maneira integral as crianças e adolescentes, capacitando todos eles a lidar com suas próprias necessidades, desejos e expectativas, e também com as necessidades, expectativas e desejos dos outros, de forma que o mesmo possa desenvolver as competências técnicas, sociais e comunicativas,  essenciais para o seu processo de desenvolvimento individual e social, além de ser um grande aliado na socialização dos indivíduos em atividades prazerosas”.

Sobre a execução de projetos culturais em instituições socioassistenciais, ela diz que as ações “vêm se revelando como importante ferramenta de transformação social”. “A arte em si é um instrumento emancipador, que provoca alterações emocionais, sensoriais e que permite ampliar, e até mesmo alterar perspectivas de vida”, complementa.

 A Importância Dos Valores Humanos

A Escola Sathya Sai foi a instituição beneficiada no segmento educacional. Fundada em 2002, a instituição atende um número total de 185 alunos do bairro Ribeirão Verde, ministrando aulas do ensino infantil até o 5º ano.

Trabalhando o seu ensino de uma forma diferente, a escola fundamenta a sua missão em 3 aspectos, que são sempre regidos em todas suas atividades: a Responsabilidade Social, que trabalha o efeito transformador na comunidade onde está situada, a Qualidade no Ensino, presente nos materiais didáticos de qualidade e no corpo docente qualificado que garantem índices positivos para a escola, e também os Valores Humanos, que são inseridos aos conteúdos curriculares praticados no ambiente escolar e se baseiam em cinco valores universais: o amor, a verdade, a retidão, a paz interior e a não violência.

Seguindo a essência da entidade, o projeto que fora proposto e apoiado pela Ação Social Cooperada foi o “Somos Todo Luz”, que com o auxílio dos recursos foi capaz de executar três ações pedagógicas interligadas: a horta escolar, as oficinas de tecnologias sociais e a instalação de tecnologias sustentáveis nas dependências da escola.  

(Alunos da Escola Sathya Sai durante atividade)

No projeto como um todo, os valores da Sathya Sai foram colocados em prática, ensinando e fazendo com que os alunos desenvolvessem materiais sustentáveis, como um fogão do sol e um desidratador de legumes. Além disso, os recursos serviram para que a instituição se tornasse ainda mais sustentável através do reuso de água da chuva para manutenção predial, da instalação de placas solares para a economia de energia, e claro, com todos os alunos fazendo parte da ação.

Perguntada sobre como ela enxerga a importância de executar estes projetos, a coordenadora pedagógica da escola, Michele Tofanello diz que “é o nosso dever enquanto educadores ofertar este exemplo positivo. Somos disseminadores de um projeto diferenciado, que visa justamente a tomada de consciências sobre vários aspectos da sociedade”.

Os projetos que são apoiados pela Credicitrus e Coopercitrus estão localizados em municípios onde uma ou as duas cooperativas, que correspondem aos fundos de investimento da Ação Social Cooperada, estão atuando. Sobre a responsabilidade social que elas exercem, os colaboradores de ambas as cooperativas confirmam os benefícios destas ações.

O assistente de gerente da Credicitrus, Fabricio Babosa diz que “é uma satisfação muito grande poder fazer parte de uma empresa que tem em seus valores corporativos a responsabilidade social, promovendo o desenvolvimento da comunidade onde ela atua, não deixando isso somente no papel, mas sim tendo uma forte e constante atuação em projetos sociais. Neste momento em que o Estado (Municipal, Estadual e Federal) se faz ausente em assumir sua responsabilidade, em dar dignidade as pessoas, conforme rege nossa constituição, é de extrema importância que mais empresas e a sociedade se engajem cada vez mais em prol destes projetos, que têm feito toda a diferença para a nossa comunidade, assim como tem feito a Credicitrus durante todos esses anos”.

Washington Gean Gallo, gerente do Shopping Rural e Concessionária Valtra da Coopercitrus em Ribeirão Preto, ressalta o quanto o investimento dos projetos beneficiam direta e indiretamente toda a comunidade: “as parcerias da Ação Social Cooperada são muito importantes para o nosso município pois buscam promover o bem comum por meio das instituições que atuam, garantindo que o modelo cooperativista seja também gerador de benefícios sociais. Todas as ações sociais desenvolvidas junto às instituições de Ribeirão Preto contribuem para um futuro melhor de todos que estão direta ou indiretamente envolvidos, ao mesmo tempo em que amparam e acolhem parte da comunidade por meio do trabalho realizado”, ele diz.