Histórias para quem gosta de contar – Francisco o Sultão e a Tamareira

17/12/2019

Em 1219, as cruzadas cristãs na Terra Santa pareciam triunfar sobre os inimigos sarracenos (mulçumanos). Jerusalém estava próximo de ser reconquistada. É nesse cenário que Francisco de Assis aporta em Damieta, no delta do Nilo e desafiando os exércitos cristãos e mulçumanos, invade o território sarraceno e após ser preso, consegue falar com o Sultão do Egito. Diferentemente dos cristãos, o pobre de Assis oferece a paz, a tolerância e a fraternidade entre os povos.

O Sultão permite que Francisco e seus irmãos, entrem com total liberdade na Terra Santa e por lá permanecem até os dias de hoje. Esse sinal de paz e fraternidade universal completa 800 anos.

Em 2017 tâmaras forma distribuídas a algumas organizações sociais presentes em um Seminário de Sustentabilidade Organizacional, promovido pela Ação Social Cooperada. A semente da tâmara era um símbolo de perseverança e fé no futuro.

Nesse mesmo ano visitei o Educandário dos Sagrados Corações em Barretos. Obra social administrada pela Irmãs Franciscanas da Penitência. Como resultado desse contato a instituição se desafiou e se reinventou. Assumiu a pedagogia de projetos como metodologia social e educacional, implantou uma usina de energia fotovoltaica como proposta de sustentabilidade econômica e ambiental e agora deseja implantar e desenvolver um negócio social.

Mas a organização também plantou a semente da tâmara. Ela germinou e se desenvolveu com força. Era um sinal visível de esperança e fé.

29 de novembro de 2019. Na praça que fica exatamente entre a mesquita mulçumana de Barretos (a segunda mesquita mais antiga do Brasil) e o prédio do Educandário Sagrados Corações de Barretos, foi plantada a tamareira como símbolo de amizade e tolerância entre os cristãos católicos e os mulçumanos de Barretos. Oitocentos anos depois do encontro de Damieta no Egito, se repete em Barretos. E a tamareira terá de crescer, desenvolver, frutificar e ser sinal de paz, tolerância e fraternidade entre as culturas.

“Onde houver ódio que eu leve o amor, onde houver discórdia que eu leve a paz”

Um bom café, paz e bem.