Na tecnologia, o desenvolvimento social

14/01/2019

As APAE’s de Pirangi e Pompéia encontraram no uso de tablets e videogames, a solução que faltavam para alavancar a vida de seus atendidos.

            Lembra quando conversamos sobre os 4 tipos de sustentabilidade ? Uma delas é a Sustentabilidade Social que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), prima por diminuir as desigualdades e permitir o acesso de todos à saúde, educação, cultura, alimento, moradia e tecnologia. É sobre esta última que vamos falar hoje, A tecnologia. Sabemos que ela é essencial para o avanço do mundo, pois possibilita soluções cada vez mais precisas em diversos âmbitos e facilita nossa vida em diversos aspecto.

            Prova disso são os projetos apoiados pela Ação Social Cooperada através da Credicitrus e da Coopercitrus, nas Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Pirangi e de Pompéia, ambas localizadas no Estado de São Paulo. As instituições decidiram maximizar a autonomia e a qualidade de vida de seus atendidos com propostas que já começam contemporâneas em seus nomes: Comunicação Alternativa e Cyber-Terapia.

Para traduzir sentimentos

            Com a missão de apoiar a pessoa com deficiência física, intelectual e múltipla desde o nascimento até a terceira idade, a APAE de Pirangi notou que muito se perdia no processo de desenvolvimento dos atendidos que têm dificuldade ou não falam.

            “Não conseguir falar é limitador. Conseguíamos, minimamente, compreender algumas de suas necessidades. Mas seus sentimentos e desejos eram perdidos durante os atendimentos”, explica a terapeuta ocupacional Andressa Laís De Grande.

            Para tanto, a equipe se reuniu para formular o projeto Comunicação Alternativa, cujo o intuito é registrar a rotina de cada atendido em um tablet e, com o esforço dos profissionais da instituição e as famílias, tornar mais fácil o diálogo cotidiano.

            “No aparelho, vamos programar fotografias de cada pessoa com quem o atendido tem contato, dos locais que frequenta e dos objetos que fazem parte do seu dia-a-dia; e também vamos inserir figuras que retratam sentimentos, desejos e alimentos”.

             Os profissionais da saúde – psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e enfermeiros – vão participar de uma capacitação em São Paulo para entender o método de funcionamento do PECS – sistema de intervenção aumentativa de comunicação, inventado em 1985 – e depois, vão transmitir o conhecimento aos familiares. Com o tempo, os atendidos vão reconhecendo suas potencialidades através do tablet e a comunicação tende a fluir cada vez mais.

            Nove atendidos pela APAE de Pirangi estarão em contato direto com o projeto, utilizando a tecnologia na própria instituição e tendo acesso ao material em versão impressa, para utilizar em casa. Andressa enumera os benefícios que o projeto vai agregar a todos:

            “Primeiramente, conseguiremos ampliar nosso atendimento em uma área que ainda não tínhamos acesso, por isso, agradecemos ao apoio da Ação Social. Aos nossos atendidos, o principal bem é a melhora na qualidade de vida. Eles vão ganhar uma autonomia que antes, não era possível”.

Para possibilitar independência

            Da voz, para o corpo e todos os outros aspectos que a criatividade alcançar. O objetivo da APAE de Pompéia, através do projeto Cyber-Terapia é utilizar jogos no tablet e no videogame para o atendimento multiprofissional, que vem desde os momentos de fisioterapia e terapia ocupacional aos de pedagogia.

            A fisioterapeuta Jaqueline Pedroso de Oliveira explica: “Conversando com a equipe, notamos que poderíamos melhorar nossa grade de atendimentos se incluíssemos a tecnologia com liberdade de escolha com o que fazer com ela. Por exemplo, se um atendido precisa de uma atividade para desenvolver sua coordenação motora, podemos procurar um jogo de videogame para incentivar seus movimentos”.

            Com o apoio da Ação Social, a instituição adquiriu equipamentos tecnológicos e investiu em uma formação para que os profissionais saibam que tipo de atividade escolher e como aplica-la à realidade do atendido. Com isso, mais de 100 pessoas, dentre crianças, jovens, adultos e idosos; participarão de uma nova atividade de inclusão que ande lado a lado com a evolução tecnológica.

            “Este apoio nos favorece com novas formas de evoluir com o paciente. Principalmente eles, saem ganhando não só dentro, mas também fora da instituição”, agradece Jaqueline.

            Os dois projetos estão em fase de instalação e começaram com tudo em janeiro. Nos dois casos apresentados, percebemos como a tecnologia pode – e deve – estar também nas mãos do terceiro setor. As instituições, já acostumadas a pensar grande, fazem bom uso destas ferramentas em prol da evolução de pessoas que não são favorecidas socialmente.

            Mais uma vez, estamos aqui para reiterar e incentivar as iniciativas que fogem do senso comum e que buscam nas possibilidades mais criativas, soluções para as problemáticas que fazem parte da nossa existência. Novamente, contamos com a sua colaboração para que essas ideias se tornem cada vez mais corriqueiras através da Ação Social Cooperada. E são duas – de muitas – as formas de contribuir: com o seu apoio direto ou indireto às instituições; ou inscrevendo a instituição que você participa em nosso  Programa de Parcerias 2019 . Até 28 de fevereiro, estaremos com inscrições abertas para projetos Culturais e Assistenciais. Solicite apoio