O ESPORTE COMO FERRAMENTA DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL NA AMEI

07/03/2018

Conheça um pouco da história e das conquistas da instituição localizada em Marília

Os projetos apoiados pela Ação Social Cooperada têm como objetivo dar suporte financeiro às iniciativas das instituições com reconhecida utilidade pública, que atuam nas comunidades mais carentes e menos assistidas pelo poder público e que têm como objetivo beneficiar crianças e jovens na área da educação, assim como instituições que acolhem ou apoiam idosos e também as que dão suporte a pessoas com deficiência.

Com uma missão a cumprir em seus 12 anos de existência, a Ação Social Cooperada foi agente e também plateia de grandes obstáculos que foram vencidos pelas instituições através do suporte oferecido, que também possibilitou mudanças e superações pessoais aos usuários. Uma dessas marcantes histórias vem de Marília, um município paulistano com pouco mais de 230 mil habitantes e reconhecida pela Unicef-ONU como “Cidade Amiga da Criança”.

Em Marília, no bairro Fragata, encontra-se a AMEI. AMEI é a sigla da Associação Mariliense de Esportes Inclusivos, que desde 2003, ano em que foi fundada, luta pelo objetivo de oferecer melhorias na qualidade de vida e na interação social de pessoas portadoras de deficiência física, auditiva, visual e intelectual, através de programas de treinamentos esportivos que são voltados à natação, atletismo e futsal. A associação privada atende atualmente cerca de 150 pessoas nestes programas de treinamento esportivo, e dentre os atendidos, existem duas pessoas que evidenciaram a importância e a eficácia de uma boa gestão, tanto para os processos administrativos, como no cumprimento do que é exigido pela missão, visão e valores de cada uma das instituições.

Um dos usuários da AMEI é o Daniel Martins. Daniel vem de uma família simples e muito batalhadora. Ele é deficiente intelectual e carrega consigo o histórico de uma infância difícil, onde vendia balas no semáforo e recolhia latinhas pelas ruas. Daniel chegou à AMEI através da indicação de um treinador de Marília, o “Lecão”, e passou a receber instruções do treinador Aurélio Guedes e em seguida do treinador de atletismo, Luiz Carlos Albieri.

Daniel chegou ao “topo do mundo”, ou, é assim que Levi Henrique Magron Carrion, dirigente e professor de futsal da AMEI, define a grande conquista da medalha de ouro de Daniel nas Paralimpíadas Rio 2016. Sim, o Daniel da AMEI de Marília é um dos grandes nomes que representaram o Brasil na última edição dos jogos. Ele foi o vencedor da medalha de ouro na prova dos 400 metros rasos, na classe T20, categoria para atletas com deficiência intelectual.

A medalha de ouro de Daniel representa uma grande conquista pessoal, já que o jovem é alvo de preconceitos por sua deficiência, assim como nunca obteve a estrutura realmente necessária para os seus treinos. Ainda assim, foi capaz de conquistar a posição de melhor do mundo com o seu talento.

(Daniel Martins, medalhista de ouro nas paralimpíadas RIO-2016)

Tão importante quanto a conquista de Daniel, é a de Sabrina. Deficiente visual desde o seu nascimento, Sabrina vive os empecilhos causados por sua condição, mas com a motivação recebida enquanto jovem usuária da AMEI, deu a volta por cima e fez com que a sua deficiência se tornasse apenas mais um dos obstáculos enfrentados por ela para realizar seus sonhos.

Sabrina sempre foi comprometida e um grande destaque nos treinos da AMEI, e foi através de tamanha dedicação que conseguiu uma bolsa de estudos em uma importante escola particular de Marília. Após a conclusão dos estudos no ensino médio, ingressou no curso superior com o objetivo de ampliar ainda mais as possibilidades advindas da sua paixão pelo esporte. Sim, Sabrina, deficiente visual, concluiu o curso de Educação Física consagrada como uma das melhores alunas da sua turma e logo sua determinação trouxe novos resultados: a sua contratação pelo SESI de Marília.

As conquistas de ambos exemplificam a maneira como a AMEI enxerga o esporte. Nas palavras de Levi, esporte “é uma ferramenta muito eficaz de transformação social e nós [AMEI] somos a prova viva disso. O que nós fazemos é simplesmente dar a oportunidade para as pessoas praticarem o esporte, onde cada um vai chegar e o caminho que vai seguir depende de cada um, nós estamos aqui para orientar”.

O projeto apoiado pela Ação Social Cooperada na AMEI foi a implantação de um sistema de aquecimento solar para a piscina, onde grande parte dos usuários da instituição praticam atividades. A preocupação era de que os alunos passassem a fazer as aulas em uma piscina aquecida, e desta forma não colocassem a sua saúde em risco. Além disso, os treinos foram intensificados, pois a forma de aquecimento utilizada anteriormente levava cerca de dois dias para conseguir aquecer a água, ou seja, dois dias a menos de treinos e atividades por semana. Agora a instituição utiliza sua piscina de segunda a sexta, em temperatura ideal, beneficiando seus usuários, que possuem necessidades específicas.

Talvez a sua instituição também preze pela importância do esporte para deficientes físicos, ou tenha preocupações maiores com a educação. Ou então, vê como máxima importância para um mundo melhor o amparo à terceira idade. Os objetivos e públicos podem ser distintos, mas, todos, desde que tenham em suas premissas realizar boas ações, são mais do que válidos.

Se o seu projeto for bem estruturado, este é um bom sinal! Isto quer dizer que a sua instituição se planejou corretamente para entender quais são as necessidades primordiais e que podem ser resolvidas através das solicitações de apoio. Lembre-se sempre de analisar a sua instituição como um todo e assim não perder tempo com dúvidas ou falhas passíveis de acontecer pela falta de planejamento.

Assim como a AMEI, sua instituição pode fazer com que mais e mais pessoas cheguem ao topo do mundo!